segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mais uma sobre o AMOR


Um Professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento.
Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava sua opinião mas lhes contou a seguinte história:
Meus pais viveram 55 anos casados.
Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarte.
Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório, meu pai não falou.
Ficava o tempo todo olhando para o nada.
Quase não chorou.
Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção:
- Meus filhos, foram 55 bons anos...
Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:
— Ela e eu estivemos juntos em muitas crises.
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam.
Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em cada Natal, e perdoamos nossos erros... Filhos, agora ela se foi e estou contente.
E vocês sabem por que?
Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida.
Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso.
Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim...
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas.
Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo:
"Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.
E, por fim, o professor concluiu:
Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor.
Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.
Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.
Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe...

*

6 comentários:

Desmanche de Celebridades disse...

Pois é Andreia, já peguei muito bumba na hora do rush também. Sinceramente saturei! hahahaha. Não exijo muita coisa na vida, mas a primeira coisa q fiz qdo tive um pouco mais de grana foi comprar carro. Quem sabe o transporte publico melhore por aqui.

Sobre o seu post, compartilho com suas idéias. Precisamos nos agarrar nessa ideia por mais dificil que seja nos dias atuais.

Abraços.

* Sonhadora * disse...

lindo!!!
me emocionei...amar é compartilhar não só as alegrias,mas as tristezas tmbm..o dia a dia fortalece e nos mostra o que vale e pena...

RETIRO do ÉDEN disse...

Sim, é isso, como peço para partir em primeiro...sou muito egoísta!
Bjs.
Mer

Crista disse...

Desculpe minha ausência...espero que daqui para adiante eu possa estar mais presente em teu blog e em tua vidinha linda!
Boa noite...e que tenhas um amanhecer maravilhoso como tu és!
Beijos com ternura e carinho...

Eliana disse...

BOM DIA, Andréia

"Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe..."

Por isso estamos, aqui, caminhando com Deus e não sózinhos.

Um abençoado dia para vocês,
Fiquem com Deus,
Beijos,

b disse...

É...fala-se tanto na desgastada palavra amor, que penso que isso é necessidade de quem repete - a de "se amar " através do outro.
Coisa meio que patológica e normal nos dias emburrecidos de hoje.
Por isso ninguém olha, ouve ou partilha .
Sei do que falo, vivi mais de 30 anos de um casamento-crise mas é assim mesmo, conviver é crise, é atrito mas, como diz uma amiga, onde não há atrito não há o fogo (a energia). Mas hoje , cada qual cultuando seu corpo, sua inteligência, seus interesses , sua suscetibilidade, é muito difícil manter um casamento mas ao mesmo tempo, o que vejo são mulheres modernosas em tudo, ainda sonhando com a vida de Cinderela e esperando o príncipe.
Imaturidade total. Vale tudo e no tudo, todo mundo se perde.
Obrigada.

 
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